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Diversas ameaças já surgiram no cenário nacional. A mais recente delas o ransomware, o malware sequestrador, Dilma Locker, que teve seu nome inspirado em Dilma Rousseff. Ele atingiu uma pequena parcela de usuários, afetados por arquivos falsos enviados por e-mail. O resgate inicial solicitado pelo ciberatacante foi de R$3mil.
Os cibercriminosos estavam, em sua maioria, localizados nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Com os olhares voltados para a América Latina, e, especialmente no Brasil, seja por questões políticas, sociais ou em razão de grandes eventos, a região entrou de vez no mapa do crime virtual.
O especialista aponta que há, atualmente, um claro crescimento de grupos que programa ransomware no Brasil. Segundo Pontiroli, esses criminosos efetuam provas de conceito no País e depois que se certificam de que o golpe on-line funciona, oferecem traduções para espanhol e inglês. “Já vimos um tipo de ransomware no Brasil que é vendido por US$ 400 por meio de um kit para quem não tem nenhum conhecimento no mundo de segurança cibernética”, observa Pontiroli.
Assolini alerta algo preocupante. O cibercriminoso brasileiro se deu conta de que o ransomware é uma zona segura para ele, porque o pagamento acontece de forma anônima, por meio de bitcoin, sendo muito difícil de rastrear o responsável. “Há uma clara tendência de aumentar essa ameaça no Brasil”, comenta.
Por enquanto, alerta o analista, ninguém foi preso no Brasil por causa de ransomware. O desafio está por todos os lados. Primeiro a vítima precisa formalizar o ataque e nem todos os fazem, por se tratar de um ameaça nova e pouco conhecida. O segundo é a regulamentação. “O Brasil precisa urgente de lei de proteção de dados”, finaliza ele.
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